Resenha: DWNTWN – Racing Time

Composto por Jamie Leffler (vocais), Robert Cepeda (guitarra e vocais) e Daniel Vanchieri (bateria), DWNTWN é um trio indie pop vindo de Los Angeles, Califórnia.  Em Julho, lançaram “Racing Time”, o seu álbum de estreia que estava sendo desenvolvido a dois anos.

O lançamento apresenta dez faixas inéditas que são marcadas por letras doloridas e ganchos afiados. Nelas conseguindo misturar as influências do folk, eletropop e indie de forma primorosa.


De primeira somos apresentados com os vocais suaves e honestos de Jaime na faixa “Bloodshot Eyes”, que fala sobre as incertezas da vida e a concepção do destino, junto a uma batida contagiante. Na sequência, a animada “Love Someone” aborda corações renegados em uma faixa-chiclete que gruda na sua cabeça.

Já nas faixas “Drowning”, “Fourteen” e “Sticks & Stones” o álbum torna-se mais melancólico por compartilhar os sentimentos de Jaime durante a sua adolescência, a qual foi marcada pelo falecimento do seu pai.  A data de lançamento do disco faz homenagem à data de nascimento do seu pai, o que nos comove ainda mais a ouvir estas faixas.

“Pioneer Square” traz uma versão renovada da antiga faixa presente no EP “Cowboys” de 2012, sendo essa uma de nossas favoritas do novo disco. Em “Little Night Song” podemos perceber uma sonoridade mais alegre junto a uma pegada mais country, faixa que passa uma certa tranquilidade a ouvi-la.

Na sequência temos outra favorita, a “Back & Forth”, faixa que é marcada por acordes envolventes e um interlúdio incrível. A faixa “Lonely” traz uma certa urgência, já que na letra Jamie canta sobre “correr contra o tempo”, junto a uma batida mais acelerada.

Fechando o álbum temos a “As the Sparrow Goes”, uma interpretação da música de sucesso da cantora Anita Carter. A faixa tem participação da madrasta de Jamie,  Carlene Carter. Nela os vocais expressivos de Carlene casam perfeitamente com os suaves de Jamie.

Contudo, as faixas presentes no disco mostram que a banda realmente se encontrou no indie e fica em plena evidencia a conexão que os membros tem com a música. Um álbum que realmente vale a pena ouvir.

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